Erros Técnicos na elaboração do cronograma – parte 01


Este é o primeiro artigo de uma série que retratarão sobre o porque dos cronogramas furarem.

Vamos nesta conversa ??

Quem nunca se deparou com um cronograma com um destes problemas listados na figura acima ?

Sinceramente, como pode um gerente de projetos dormir com a consciência tranquila, sabendo que seu sua principal ferramenta de planejamento e controle do prazo do projeto é uma furada ?

Prefiro levar para o outro lado da moeda e pensar que é falta de conhecimento por parte dos planejadores. Afinal, se pensarmos na primeira hipótese, estaríamos assumindo que este profissional fere o código de conduta profissional, e deveria perder sua homologação.

Atividades sem predecessoras, sem sucessoras, com restrições, lags negativos, lógica quebrada, atividades com grandes durações, caminho crítico que não é o real, falta de linha de base, exagero nas atividades em paralelo, etc, são erros que tornam nosso cronograma uma ferramenta ineficaz. Vou explicar o porque de cada problema. Vamos lá :

- Uso demasiado de relacionamento tipo II (Início - Início) ou TT (término – Término) : A boa prática de elaboração de cronograma nos diz que 90% das dependências tem que ser do tipo TI (Término - Início).

Observe uma atividade A e B ligadas pela relação II (inicio início). A atividade A, possui como sucessora a atividade B. Porém, esta atividade B em nada contribui para a sequência lógica do caminho A-B-C. Caso a atividade A, depois de iniciada, atrase, seu impacto não será sentido pelo resto do cronograma, representado pela atividade C. Isso porque a atividade A só exerce influência no início da B, e esta relação pára de surtir efeitos práticos logo em seguida que a atividade foi iniciada.

Em termos de figura, teríamos a seguinte ilustração :

Observem, que teríamos a aberração ilustrada acima. A atividade A terminando depois da atividade C.

Agora, se a lógica seguisse a lógica da figura abaixo, nada disso teria acontecido.

Então, quer dizer que não posso utilizar II (início – início) e TT (término Término) ? Claro que pode, mas deve ser ao máximo evitada. Existem várias formas de substituir uma relação II ou TT por uma TI. Basta que o planejador divida a atividade A em duas ou mais atividades menores que comportem o tipo de relação entre elas do tipo TI.

Hoje, iremos ficar por aqui, porém toda 2ª, 4ª e 6ª teremos publicações sobre o assunto que está sendo abordado.

Temos muito que conversar. E olha, que este é apenas a parte 01 do primeiro assunto.

Aguardo seus comentários e até quarta, dia 10-08, com a segunda parte deste artigo.

Obrigado.

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