Parte 06 - Erros Técnicos na elaboração do cronograma


Sejam bem vindos à discussão sobre “Por que os cronogramas Atrasam”. Caso não tenha lido os seis primeiros artigos, no final desta postagem tem o link para eles.

Neste artigo irei abordar o assunto: “Falta de linha de base”

O assunto linha de base é muito rico. O PMBOK lista a existência de três linhas de base: escopo, prazo e custo.


Porém, nesta parte do tema iremos abordar a linha de base do cronograma.


Vamos lá?


Segundo o PMBOK, quinta edição, linha de base do cronograma é a versão aprovada de um modelo de cronograma que pode ser mudado somente mediante procedimentos de controle formais, e que é usado como uma base para comparação com os resultados reais.


Atentando-nos para esta definição, temos pontos importantes para discutir: “versão aprovada de um modelo”, “mudanças somente procedimentos formais” e “base para comparação”.


Para tudo na vida é necessário planejar. A etapa de planejamento é quando pensamos sobre o projeto, montamos estratégias, definimos metas e criamos orientações, ou seja, pensamos nas diretrizes que iremos seguir.


Apenas para exemplificar, a fase de planejamento é tão importante que montadoras automobilísticas criam os seus protótipos, dentistas criam moldes, construtoras criam maquete eletrônicas, etc, no intuito de ter algo concreto para analisar.


Quando pensamos em termos de cronograma, não poderia ser diferente. Porém, em se tratando de modelo de cronograma, extrapola o conceito de protótipo. A versão aprovada do cronograma é o documento que vale como lei para o gerente de projetos. É dever de todos respeitar e segui-lo, pois passou pelo trâmite de legitimidade (aprovação) e qualquer alteração, somente poderá ocorrer mediante um procedimento estabelecido.


É tão fácil entender os trâmites da lei, e por que não conseguimos fazer da linha de base uma lei?


Quem nunca verificou programação semanal totalmente diferente do que fora planejado? Atividades que foram programadas atrasadas e outras não programadas adiantadas?


Observem que em minhas indagações, não levanto a hipótese da falta de linha de base. Algo tão absurdo, que preferi caminhar pela vertente da falta de utilização da linha de base.


Um cronograma sem linha de base “fixada” me faz lembrar um dito popular: - “Para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve”. Linha de base é a forma mais simples de se controlar um cronograma. E apenas para corroborar o que falo, vou utilizar a frase de nada mais nada menos que Albert Einstein: - “No meio da confusão, encontre a simplicidade”.


Portanto, termino este artigo deixando para os nobres colegas de profissão, 02 (dois) conceitos fundamentais: Encare sua linha de base com a mesma complexidade que um legislador trata uma lei complementar federal. Existe um trâmite para sua elaboração, aprovação, e mudança, apenas seguindo o rito estabelecido. Não esqueçam das sanções de sua não utilização !! E por último, faça bem o simples, para depois pensar no complexo. Não adianta querer implementar valor agregado em seu projeto, se a cultura da empresa não sustenta um simples acompanhamento de datas de início e término. Um simples bem feito, vale mais que um complexo mal feito.


Finalmente, por hoje ficamos por aqui. Não deixe de ver os artigos anteriores caso você não tenha visto, no próprio linkedin ou no meu blog.


Aguardo seus comentários e até segunda, dia 29-08, abordando ainda mais este tema, de acordo com nosso mapa mental.


Obrigado.


Artigo 01 : É o cronograma, estúpido.


Artigo 02 : Erros Técnicos na elaboração do cronograma – parte 01 - Uso demasiado de relacionamento tipo TT e II.


Artigo 03 : Erros Técnicos na elaboração do cronograma – parte 02 - Quebra de lógica no cronograma.


Artigo 04 : Erros Técnicos na elaboração do cronograma – parte 03 - “Uso de lags muito grandes, “Uso de restrições” e “Uso de lags negativos”.


Artigo 05 : Erros Técnicos na elaboração do cronograma – parte 04 – Caminho crítico errado ou mal gerenciado.


Artigo 06 - Erros Técnicos na elaboração do cronograma – parte 05 – Atividades com grandes durações.


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