Tema: Parte 07 – Não utilização do cronograma como ferramenta de análise.


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Sejam bem vindos à discussão sobre “Por que os cronogramas Atrasam”. Caso não tenha lido os doze primeiros artigos, no final desta postagem tem o link para eles.


Na primeira sessão abordei a falta de habilidade técnica do Gerente de projetos e sua equipe na elaboração do cronograma. No total foram 07 artigos. No momento estamos explorando a segunda sessão do nosso mapa mental, com uma série de artigos que estão abordando a “Não utilização do cronograma como ferramenta de análise”.

Hoje, iremos trabalhar a sétima e última parte desta sessão, analisando o tópico: “Ferramenta de Planejamento e não de controle”.


Vamos lá?


Um dos maiores erros que tenho verificado nos processos de gerenciamento de tempo é no processo de controle do cronograma. Planeja-se, gasta-se muito HH (homem hora) neste momento e simplesmente abandona-se o cronograma criado. Toda versatilidade e conhecimento que esta ferramenta pode proporcionar ou gerar é substituída por inúmeras planilhas em excel para controlar a obra.


Segundo o PMBOK 5ª edição, controlar o cronograma é o processos de monitoramento do andamento das atividades do projeto para atualização no seu progresso e gerenciamento das mudanças feitas na linha de base do cronograma para realizar o planejado. O principal benefício deste processo é fornecer os meios de se reconhecer o desvio do planejado e tomar medidas corretivas e preventivas, minimizando assim os riscos. Ou seja, controlamos o cronograma para minimizar RISCOS!!!


Quando deixamos o cronograma em segundo plano, não estamos apenas perdendo o controle do tempo ou do progresso físico. Estamos, em última análise, deixando de criar oportunidades (riscos positivos) para o projeto e de agir de forma preventiva às ameaças (riscos negativos).


Toda mudança que ocorre no projeto tem que ser verifica sob a óptica do prazo. O que adianta uma modificação no escopo que resulta numa economia de recursos, se na perspectiva do tempo irá atrasar o prazo de entrega? E como se pode verificar o impacto destas mudanças senão pelo cronograma?


O controle do cronograma não é apenas uma ferramenta para se verificar o impacto das mudanças. Também é uma ferramenta para criar mudanças. Por meio de análises de tendências, sensibilidade ou método do caminho crítico, pode-se verificar que é necessário deslocar recursos para outras atividades, modificar técnica de montagem, fazer atividades em paralelo, contratar novos recursos, ou até mesmo, em última instância, negociar um novo grau de qualidade para determinada entrega ou aumento de custo. Mas toda esta antecipação de ação, só ocorre se o gerente de projetos possui uma cultura pró ativa de prevenir, ao invés de corrigir.


Portanto, controlar o cronograma não é gerar papel como alguns gerentes de projeto pensam. Vimos que este processo é em última palavra um minimizador de risco. E este, por final, tem influência em todas as outras áreas do conhecimento (qualidade, escopo, custo, qualidade, etc), tamanho é a simbiose entre os processos de gerenciamento. De nada adianta tentar aplicar em uma obra Lean construction, kanban, 5S, Just in time, Poka Yoke, Genchi & Genbutsu, Heijunka ou valor agredado, se não se faz o mínimo: - Controlar o cronograma!!!


Finalmente, por hoje ficamos por aqui. Não deixe de ver os artigos anteriores caso você não tenha visto, no próprio linkedin ou no meu Blog.


Aguardo seus comentários e até segunda, dia 17-10, abordando ainda mais este tema, de acordo com nosso mapa mental.


Obrigado.


Blog: http://www.engenheirolugao.com.br/#!blog/o0ay7


Site: http://www.lugaoconsultoria.com.br/


Artigo 01 : É o cronograma, estúpido – Artigo com o Mapa Mental.


Artigo 02 : Erros Técnicos na elaboração do cronograma – parte 01 - Uso demasiado de relacionamento tipo TT e II.


Artigo 03 : Erros Técnicos na elaboração do cronograma – parte 02 - Quebra de lógica no cronograma.


Artigo 04 : Erros Técnicos na elaboração do cronograma – parte 03 - “Uso de lags muito grandes, “Uso de restrições” e “Uso de lags negativos”.


Artigo 05 : Erros Técnicos na elaboração do cronograma – parte 04 – Caminho crítico errado ou mal gerenciado.


Artigo 06 - Erros Técnicos na elaboração do cronograma – parte 05 – Atividades com grandes durações.


Artigo 07 - Erros Técnicos na elaboração do cronograma – parte 06 - Falta de linha de base.


Artigo 08 - Cronograma pra Quê? Tá na mente !!! – parte 01 – Cronograma não utilizado como ferramenta de análise.


Artigo 09 - Cronograma elaborado apenas para ganhar licitação - parte 02 – Não utilização do cronograma como ferramenta de análise


Artigo 10 – Falta de procedimentos – parte 03 - Não utilização do cronograma como ferramenta de análise


Artigo 11 – Apenas exigência do contrato e Falta de cultura da empresa - parte 04 – Não utilização do cronograma como ferramenta de análise.


Artigo 12 - Permitir viabilidade do Projeto - parte 05 – Não utilização do cronograma como ferramenta de análise.


Artigo 13 – Prioridade das medições - parte 06 – Não utilização do cronograma como ferramenta de análise


















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