Parte 02 – Falta de Reserva de Contingência


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Enfim, chegamos ao final da série de artigos sobre “Por que os cronogramas Atrasam”. Ao todo foram abordadas 23, agrupadas em 06 sessões. Hoje será apresentado o segundo e último artigo da sexta sessão.


O tema de hoje a ser abordado é “Falta de Buffers”.


Vamos lá?


Em artigos anteriores discutimos a incerteza na estimativa das durações e verificamos que o processo de quantificar o número de períodos (duração) de uma atividade, além de ser estatístico (e não determinístico) está sujeito aos riscos do projeto. Estas duas variáveis (estatística e riscos) tornam o ambiente do cronograma extremamente incerto, sujeito a grandes distorções se não controlado.


Somado a este ambiente de incerteza, ainda temos o fator humano de procrastinar as atividades. A esta característica damos o nome de “síndrome do estudante”, relatado no artigo número 17 - https://www.engenheirolugao.com.br/blog/tag/buffer.


Neste complexo sistema, repleto de incertezas e de ineficiência humana, temos um planejador querendo representar o mundo real em um cronograma, admitindo que o projeto será conduzido por robores e num ambiente seguro, sem riscos. O resultado já sabemos: - Cronogramas desalinhados com a linha de base já no primeiro mês de projeto !!!


No intuito de neutralizar algumas externalidades negativas deste complexo ambiente, criou-se o método da corrente crítica (CCM), que trabalha com buffers. O CCM usa atividades com durações que não incluem margem de segurança, mas sim “pulmões de durações”, que são atividades sem trabalho, que estão no cronograma apenas como uma “reserva de oxigênio”. Veja o exemplo abaixo.




Desta forma, as atividades do cronograma trabalham com estimativas de durações com margem de segurança “zero” (vulgarmente chamadas de gorduras). Caso a equipe de obra tenha uma produtividade inferior ao planejado, devido à ocorrência dos riscos, será constatado no consumo acelerado destes buffers. A ineficiência da procrastinação não aparecerá, devido a todas as atividades estarem estimadas com durações otimistas (factíveis, porém apertadas).


Corroborando ao que foi dito no artigo anterior, um bom processo de gerenciamento de riscos, irá gerar excelentes análises de reservas de contingência e, por conseguinte, buffers “precisos”.


Portanto, podemos afirmar que a precisão de um cronograma só é garantida com o processo de análise de risco bem conduzido. Somente esta, dará a característica dinâmica (estocástica) ao seu modelo de realidade (cronograma). Se nós planejadores não entendermos o real sentido da gestão de riscos, seremos eternos “enxugadores de gelo”, onde gastamos 80% do nosso tempo ajustando o cronograma para cobrir nossas deficiências ao invés de desprendermos nossos esforços em análises efetivas.


Assim termino mais um artigo, lutando de forma implacável para difundir a gestão de riscos na mente de nossos gerentes de projeto. Fico tranquilo, pois minha parte em contribuir para empreendimentos mais eficientes neste país foi deixada. Basta agora saber, se os gerentes de projetos continuarão querendo trabalhar para o cronograma ou fazer o cronograma trabalhar para eles. Quem será escravo de quem, eis a questão?


Finalmente, por hoje ficamos por aqui. Não deixe de ver os artigos anteriores caso você não tenha visto, no próprio linkedin ou no meu Blog.


Aguardo seus comentários e até a próxima série de artigos. Meu intuito é criar um e-book com estes 23 artigos desta série – “Por que os cronogramas atrasam” e disponibilizar gratuitamente em meu site.


Obrigado.


Blog: http://www.engenheirolugao.com.br/#!blog/o0ay7


Site: http://www.lugaoconsultoria.com.br/


Artigo 01 : É o cronograma, estúpido – Artigo com o Mapa Mental.


Artigo 02 : Erros Técnicos na elaboração do cronograma – parte 01 - Uso demasiado de relacionamento tipo TT e II.


Artigo 03 : Erros Técnicos na elaboração do cronograma – parte 02 - Quebra de lógica no cronograma.


Artigo 04 : Erros Técnicos na elaboração do cronograma – parte 03 - “Uso de lags muito grandes, “Uso de restrições” e “Uso de lags negativos”.


Artigo 05 : Erros Técnicos na elaboração do cronograma – parte 04 – Caminho crítico errado ou mal gerenciado.


Artigo 06 - Erros Técnicos na elaboração do cronograma – parte 05 – Atividades com grandes durações.


Artigo 07 - Erros Técnicos na elaboração do cronograma – parte 06 - Falta de linha de base.


Artigo 08 - Cronograma pra Quê? Tá na mente !!! – parte 01 – Cronograma não utilizado como ferramenta de análise.


Artigo 09 - Cronograma elaborado apenas para ganhar licitação - parte 02 – Não utilização do cronograma como ferramenta de análise


Artigo 10 – Falta de procedimentos – parte 03 - Não utilização do cronograma como ferramenta de análise


Artigo 11 – Apenas exigência do contrato e Falta de cultura da empresa - parte 04 – Não utilização do cronograma como ferramenta de análise.


Artigo 12 - Permitir viabilidade do Projeto - parte 05 – Não utilização do cronograma como ferramenta de análise.


Artigo 13 – Prioridade das medições - parte 06 – Não utilização do cronograma como ferramenta de análise


Artigo 14 – Ferramenta de Planejamento e não de controle – parte 07 - Não utilização do cronograma como ferramenta de análise


Artigo 15 - Falta de alocação de recursos no cronograma


Artigo 16 - Estimativas de durações inadequadas – parte 01 – Cronograma dos fornecedores não integrados com o do projeto”


Artigo 17 - Estimativas de durações inadequadas – parte 02 - Utilização de “gordura” ao invés de Buffers.


Artigo 18 - Estimativas de durações inadequadas – parte 03 – Técnica mal empregada


Artigo 19 - Falta de comprometimento das disciplinas – parte 01 – EAP errada


Artigo 20 - Falta de comprometimento das disciplinas – parte 02 – Pacotes mal dimensionados.


Artigo 21 - Falta de comprometimento das disciplinas – parte 03 - Informações operacionais sem confiabilidade


Artigo 22 - Falta de Reserva de Contingência – parte 01 - Análise de risco precária ou ausente























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