• Thiago Lugão

Fornecedores e clientes na Gestão de Riscos


Dando continuidade à série de artigos sobre Gestão de Riscos em Projetos (GRP), hoje iremos abordar o décimo segundo dos dezesseis tópicos sobre o tema “Fornecedores e clientes não participam do processo de gestão de riscos”. Cada semana irei abordar uma causa, destas 16 escolhidas por mim como as principais.



Então vamos lá:


No artigo com o tema – “Divulgando informações de risco de maneira sábia” eu abordei a questão de utilizar os fornecedores para identificar riscos. Segue a transcrição do parágrafo:


- “Entretanto, para haver colaboração ativa de todos os agentes com informações valiosas, é preciso que a postura do gerente de projetos seja de resolução dos riscos. Os processos de GR não é para identificar culpados e sim para criar valor no projeto. Estimular um fornecedor a cadastrar riscos do tipo oportunidades é uma forma de utilizar sua expertise de maneira inteligente e até interpretar ameaças implícitas. Muitas das vezes uma oportunidade é uma forma de evitar um risco do tipo ameaça”.


No parágrafo anterior, inseri uma forma de introduzir os fornecedores no processo de gestão de riscos (GR). Um dos princípios da GR é sempre utilizar as melhores informações para tomada de decisão. Como um processo pode garantir que está tendo os melhores inputs, se os detentores das informações mais atualizadas e sem distorções não é estimulado a participar do processo. A quase totalidade das empresas excluem os fornecedores, utilizando mau a teoria dos jogos. Geralmente, os fornecedores demoram para reportar os problemas, escondem informações ou até deturpam quando passam. Por este motivo pergunto: - Pode sair algo de bom de um processo que trabalha com informações atrasadas e erradas?


A única forma de conseguir trabalhar com os dados corretos e no tempo certo, é mostrar para o fornecedor que o processo gera valor para todos. Criar estímulos, estreitar relacionamentos, criar sinergias futuras, toda estratégia é válida para obtermos as melhores informações.


Outra parte essencial para o processo de GR que geralmente é excluída é o cliente. E o erro está novamente em não entender de Teoria dos jogos. Na mesma intensidade que escondemos informações do cliente, este também nos oculta, corroborando a 3ª lei de Newton (Ação/Reação).


O cliente tem uma visão macro e dinâmica do mercado no qual o projeto está inserido, do portfólio de projetos da empresa, de marketing, etc. O cliente tem muita informação guardada que não está sendo utilizada, pois não sente confiança em compartilhar com a executora do projeto. Se pensarmos em outra ponta, onde o cliente é o usuário final e o projeto é para a própria empresa, a verdade continua sendo válida. O cliente tem o poder de levantar ou derrubar. Dizer se um projeto foi um sucesso ou não. Até porque, do que adianta um projeto que cumpriu o prazo, foi feito em menor custo e entregou na qualidade exigida, mas foi rejeitado pelo cliente final. Apartamentos que encalharam, eletrodoméstico que teve seu ciclo de vida encurtado, software que não atendeu aos novos requisitos demandados pelo usuário final.


Com tudo isso exposto, a frase que poderia resumir este artigo é: Inclua quem está na ponta do processo, pois estes enxergam além da sua perspectiva.


Queridos leitores, espero que tenham gostado do assunto de hoje. Meditem no que foi escrito neste artigo. Se gostaram, não deixe de compartilhar e deixar o seu comentário.


Na próxima semana iremos entrar em outro tema dentro das principais causas que impactam o processo de gestão de riscos: O cronograma das epcistas não possuem os pré requisitos para serem utilizados no processo quantitativo de riscos.


Aguardo vocês, até a próxima e fiquem na paz!


Lugão Consultoria

www.lugaoconsultoria.com.br

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