Identificar os Riscos



Dando continuidade à série de artigos sobre Gestão de Riscos em Projetos (GRP), hoje iremos abordar o terceiro dos oito tópicos sobre o tema “processo de Gestão de Riscos”: Identificar os Riscos. É um dos processos mais conhecido e levado a sério. Muitos gestores acham que completar o processo de identificação é 50% do trabalho concluído. Grande engano, pois de nada serve identificar se não for tomar atitudes acerca dos riscos.



Então vamos lá:


O processo de identificar os riscos é de extrema importância para gerar informações sobre os riscos e suas fontes. É um processo cíclico, pois a cada fase, novos riscos surgem, enquanto outros extinguem.


Costumo dizer que tudo pode ser insumo para identificar riscos, pois nunca sabemos quando irá acontecer o momento “eureca” e identificarmos um risco que poderá afetar um objetivo do projeto.


Muitos gerentes de projeto imaginam que o processo de identificação de riscos deve ser formal, onde a equipe se reúne para um momento específico: - vamos identificar os riscos!! Porém, essa não deve ser a única abordagem do facilitador de riscos para levantar riscos para serem registrados. O processo de gestão de riscos tem que fazer parte do processo de gestão de projeto. Ou seja, ele deve utilizar as mesmas ferramentas, meios de comunicação e processo que a equipe utiliza para gerenciar o projeto, para aquele se fazer presente.


Em uma reunião de planejamento, geralmente se divide em tópicos: engenharia, qualidade, segurança ... porque não também ter o tópico riscos? Fica a dica!!


Imaginem uma reunião de engenharia, onde são tratados assuntos de compatibilidade de projeto, premissas, eu disse premissas, requisitos de projeto e do produto. Não existe momento mais oportuno para se identificar riscos. Ou vai esperar ter aquela reunião bimestral de riscos para tratar sobre os assuntos incertos que podem impactar em prazo, qualidade, segurança, custo e etc do seu projeto?


Também não poderia deixar de falar sobre a principal saída do processo de identificação de riscos: O registro de riscos. Este deve estar disponível a todos, tanto para consulta, quanto para input, deixando um facilitador sendo o validador das informações acrescentadas. Vale informar que uma boa prática é divulgar a lista dos riscos TOP 10 no relatório semanal para que o processo tenha visibilidade e esteja nas entranhas da equipe. Por que não relatório mensal? Por que apenas 1% dos stakeholders do projeto leem este tipo de report.


Finalmente, gostaria de destacar a importância da qualidade da descrição dos riscos levantados, com suas causas e consequências bem elaboradas. Este processo é input para os demais e, se você espera obter boas saídas, não entre com porcarias.


Portanto, se houver um cuidado do gerente de projetos com o processo de identificação de riscos, não só com a qualidade da informação, mas também com as formas de obtenção, teremos processos mais dinâmicos na empresa e maior será o número de multiplicadores da metodologia de gestão. Um bom líder não é aquele que sabe tudo, mas sim aquele que consegue tirar o melhor de sua equipe, mantendo-os engajados nos processos que contribuem para o sucesso do projeto.


Queridos leitores, espero que tenham gostado do assunto de hoje. Meditem no que foi escrito neste artigo e deixe a opinião dos senhores nos comentários.


Daqui a 15 dias irei abordar o segundo tópico do nosso mapa mental de gestão de riscos: Realizar a análise qualitativa dos riscos.

Aguardo vocês, até a próxima e fiquem na paz!


Ahh, já se encontra disponível para download o e-book cujo tema é: Por que os cronogramas atrasam? Fiz um mapa mental com os principais motivos, estratificados em tópicos que abordam diferentes naturezas causais. Para ter acesso a eles basta ir no site da lugaoconsultoria.com.br e matricular-se gratuitamente no curso do MS-Project 2016 ou Primavera P6 e baixar o e-book.


Lugão Consultoria

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