Realizar a análise quantitativa dos Riscos


Dando continuidade à série de artigos sobre Gestão de Riscos em Projetos (GRP), hoje iremos abordar o quinto dos oito tópicos sobre o tema “processo de Gestão de Riscos”: Realizar a análise quantitativa dos Riscos. É chamado por muitos como o processo mais nobre e refinado da gestão de riscos, porém, ao meu ver, é a parte mais fácil da metodologia.



Então vamos lá:


O processo de análise quantitativa de riscos nada mais é que analisar numericamente os efeitos combinados dos riscos nos objetivos gerais do projeto. Além de quantificar a exposição ao risco geral do projeto, nele são geradas informações para respaldar decisões e diminuir o grau de incerteza.


Quando disse acima que analisa os efeitos combinados dos riscos, logo me salta à mente a análise de monte Carlos, onde são criados inúmeros cenários onde os riscos ocorrem em diferentes probabilidades e impactam nas atividades nos quais eles atuam. Desta forma, trazemos à tona inúmeros cenários onde os riscos ocorrem em combinação diferente, com objetivo de levantar o maior número de cenários possíveis e trabalhar com datas mais reais.



Um bom planejador de obras entende que a data de término de um projeto não é determinística, e sim estocástica, devido aos inúmeros riscos aos quais um projeto está sujeito. Por este motivo, é de extrema necessidade que o planejador entenda estatística e a utilize como uma aliada do dia a dia. Saber construir modelos estatísticos com teste de hipótese, usar diferentes tipos de regressão para fazer previsões, analisar a variância com ANOVA, saber quanto utilizar os testes Qui-quadrado, entender quanto um modelo necessita da estatística não paramétrica, dentre outros conceitos fundamentais, são conhecimentos necessários e fundamentais para um bom planejamento e monitoramento.


Todo este conhecimento teórico serve de ferramenta de análise para a equipe de projeto se prevenir das incertezas de um projeto. Incertezas são riscos. Portanto, realizar a análise quantitativa dos riscos é uma tentativa de destrinchar as incertezas, quantificar o intangível, mensurar aquilo que geralmente é decidido na base do achismo, aumentar a probabilidade da ocorrência de uma incerteza (oportunidade) ou diminuí-la (ameaça), demonstrar que o óbvio nem sempre é o que é escolhido (mudando paradigmas) e inferir de dados informações escondidas ao olho nu.


A análise quantitativa tenta demonstrar que o mundo não é feito de constantes e sim de variáveis de distribuição estatística. A duração de uma atividade não é um número exato, mas sim uma janela, com intervalo de números que possuem uma probabilidade para ocorrer.


Portanto, da próxima vez que olhar para a data de término do cronograma do projeto no qual faz parte, não pense nela como um fim. Pense nos inúmeros universos paralelos que existem, que podem mudar o futuro do projeto caso um risco ocorra. Levante os riscos, verifique onde atuam e se antecipe a eles e escolha o universo paralelo no qual gostaria de viver. Gerenciando riscos, você escolhe o melhor cenário possível, dentro dos recursos disponíveis. E claro, tenha sempre em mente, que um gestor não está tentando terminar o projeto na data determinística (muitas vezes imposta) , mas sim aumentar a probabilidade do projeto acabar dentro de certo intervalo, com menor desvio padrão possível.


Queridos leitores, espero que tenham gostado do assunto de hoje. Meditem no que foi escrito neste artigo e deixe a opinião dos senhores nos comentários.


Na próxima semana irei abordar o sexto tópico do nosso mapa mental de gestão de riscos: Planejar as Respostas aos Riscos.

Aguardo vocês, até a próxima e fiquem na paz!


Lugão Consultoria

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